Reciclagem de Ferro e Aço

No Brasil, como no resto do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido porque a indústria siderúrgica precisa da sucata para fazer um novo aço. Em 2005, foram produzidos 31,6 milhões de toneladas de aço. Cerca de 8,1 milhões de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produção de aço, valor correspondente a 25,6% do novo aço produzido. O principal mercado associado à reciclagem de aço é formado pelas aciarias, que fundem a sucata, transformando-a em produtos ou novas chapas de aço.

A limitação na reciclagem de ferro e aço está relacionada com a oferta de Sucata de Aço. Esta oferta de sucata está relacionada, principalmente com os seguintes fatores:

  • Volumes Anteriores da Produção de Aço
  • Vida Útil de estruturas e Bens
  • Coleta da Sucata

A reciclagem de resíduos e sucatas de ferro e aço está fundamentada basicamente na rota pirometalúrgica. As principais etapas nesta reciclagem são:

  • Primeiramente os resíduos/sucatas de ferro e aço devem ser separadas do lixo, por processo manual, ou através de separadores eletromagnéticos. Em alguns casos as sucatas passam por processo de limpeza para a retirada de contaminantes;
  • Em seguida, são prensadas em fardos para facilitar o transporte até as usinas. Quando a sucata possui tamanho elevado ela deve ser cortada ou cominuída antes da prensagem. Ao chegar na usina a sucata vai para equipamentos chamados de fornos elétricos a arco (FEA), onde são aquecidas e fundidas a aproximadamente 1550ºC.
  • Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é lingotado e moldado na forma de tarugos e placas metálicas, que serão posteriormente cortados/conformados na forma de chapas, perfis ou barras de aço.
  • A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas em conserva.
  • O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade.

Fonte: URFJ – Ferro e Aço

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